Fonte: Valor Econômico
Segundo Nicastro, a chegada dos complexos de distribuição costuma movimentar a economia das cidades, com reflexos na geração de empregos diretos e indiretos, associados a atividades de armazenagem, transporte e serviços de apoio. “Além disso, os empreendimentos ampliam a arrecadação dos municípios, estimulam o desenvolvimento de fornecedores locais e podem impulsionar melhorias na infraestrutura viária e urbana do entorno [com obras de asfaltamento, alargamento, sinalização e iluminação de vias]”, lembra o CEO da SiiLa. “Com o tempo, a presença de grandes operadores tende a atrair mais companhias e formar ecossistemas logísticos regionais, fortalecendo a atividade econômica das regiões.”
A análise é seguida por Mônica Barros, sócia-gerente do Instituto de Logística e Supply Chain (Ilos), de serviços de consultoria e análise de mercado sobre o setor. “A chegada de um condomínio logístico em um município gera empregos em dois momentos: na construção e durante a operação”, diz. Estudos mostram que para cada vaga direta criada em uma unidade logística, outra indireta surge no entorno, em serviços de alimentação, saúde, transportes e entre fornecedores nativos, compara a executiva.
