Fonte: Valor Econômico
As empresas com atividades no Brasil enfrentam despesas com a logística muito acima da média de seus concorrentes internacionais. Em 2025, os gastos com transporte de mercadorias, estoques, armazenagem e na administração desses serviços foram equivalentes a 15,5% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo levantamento do Instituto de Logística e Supply Chain (Ilos). É quase o dobro da média dos gastos dos países que compõem a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), de 8,4% do PIB.
Dois fatores se apresentam como os mais relevantes na composição do alto custo logístico brasileiro. Um é a despesa de manutenção de estoques, que equivale a 5,3% do PIB no Brasil. Nos Estados Unidos, o gasto é bem menor, 1,9% do PIB. “No Brasil, as taxas de juros são elevadas, o que encarece o gasto financeiro dos estoques”, diz Mauricio Lima, sócio-diretor do Ilos. Por outro lado, a falta de infraestrutura de transportes adequada faz com que as empresas mantenham elevados níveis de estoques de insumos e de produtos acabados. “Não existe segurança de que a mercadoria estará disponível quando necessário. Essa insegurança gera formação de grandes estoques mantidos com alto custo financeiro.”
